Marketplace: tendência no varejo 4.0 de alimentação?

05/11/2021

8min

Com o final da pandemia, o marketplace se destacou no varejo 4.0, incorporando novos processos, no mercado B2B, tanto para quem entra como para quem compra dele. Nos dois casos, ele trás inúmeros benefícios, incluindo mais eficiência e lucros.

Vamos entender como seu comércio se encaixa nessa nova tendência.

Como a pandemia acelerou o varejo 4.0 (e os marketplaces)?

O inicio da pandemia do COVID-19, em 2020, forçou varejistas a se ajustarem para ficarem abertos. Com o fechamento das lojas físicas ou as restrições de funcionamento, muitos varejistas foram forçados a migrar para o comércio virtual.

O que era uma tendência forte se tornou a única alternativa para o mercado B2B sobreviver. Muitos negócios entenderam e mudaram sua estratégia, tanto para manter clientes como para atrair novos.

O resultado foi que o e-commerce no Brasil registrou 12 bilhões de acessos na primeira metade de 2021 (Fonte: Webshoppers 2021). Um movimento como esse, durante essa retomada ao normal, mostrou que a pandemia causou um processo de migração para o virtual que veio para ficar.

E como o marketplace entra nessa história? Apenas em junho e julho de 2021, o crescimento do mercado foi de 4,58%, dos quais metade vieram dos marketplaces. (Fonte: Webshoppers 2021)

Ao falar em marketplaces, logo se pensa em nomes como Mercado Livre, Americanas, Magazine Luiza e Amazon. Essas marcas ocupam quase 3/4 das buscas atuais. Contudo, cada vez mais novos marketplaces, ainda mais preparados para lidar com mercados específicos, estão crescendo.

Mas, antes de entender como isso afeta varejistas, vamos entender como o marketplace se encaixa nesse contexto.

O marketplace: uma marca forte suportada por inúmeros vendedores.

O marketplace, para quem não conhece, é como um shopping center virtual gigante. Ele é um site de uma marca forte que usa sua fama para ajudar outros negócios a vender pela internet.

Dessa forma, ao usar sua fama, ele impulsiona lojas menores que não são tão conhecidas. Contudo, para não ser prejudicado, ele impõe certas regras nos processos. Isso assegura a qualidade do atendimento. Mesmo assim, ele permite um ambiente onde é possível continuar “competindo” com outras lojas em variedade de produtos, marcas, melhores preços e etc.

Além disso, outros pontos são vistos pelo próprio marketplace para “ajudar” na melhor experiência do cliente. Dessa forma, quem consegue ter mais rapidez na entrega, disponibilizar notas fiscais de maneira fácil e realizar boas ofertas consegue se destacar mais que outros.

Pode parecer injusto, mas na verdade, isso estimula os lojistas a tornarem suas lojas melhores. E claro, isso se reflete em compras. Os marketplaces já conquistaram seu lugar na web. Contudo, isso não significa que não exista um grande espaço para crescimento.

Vamos entender isso mais para frente. Antes, vamos entender como o setor de alimentação ficou nessa história.

Mas o que isso tem a ver com setor de alimentação?

Só em 2021, o setor de alimentação reuniu 300 milhões de acessos virtuais. Ele teve uma variação mensal de 19% em faturamento e quase 35% em pedidos. Tudo motivado pela mudança de hábitos nas pessoas, que recorreram mais ao delivery para refeições ou compras.

Nesse cenário, marcas como o iFood atraíram mais da metade desse tráfego. Apesar do tamanho, a receita do sucesso é a mesma: melhorar serviços de outras empresas que, pela sua marca, puderam melhorar suas vendas depois da pandemia.

Outras marcas que atraíram esse tráfego foram o Atacadão e o Sonda. Elas cresceram o fluxo virtual na pandemia, mas não são marketplaces. Então existe fluxo virtual, mas será que existe espaço para marketplaces de alimentação? A resposta é SIM!

Lojistas: o que o marketplace oferece no varejo 4.0?

Não foi apenas o Atacadão ou o Sonda que cresceram, mas o delivery de supermercados como um todo também. Mesmo sendo uma novidade, cada vez mais pessoas estão recorrendo ao digital para cotar preços e compras para suas casas ou empresas.

É nesse cenário que lojistas podem aumentar seu alcance e melhorar seus processos pelos marketplaces. Isso fará parte do processo de digitalização que várias empresas estão passando. São novos processos que deixam as rotinas das pessoas e empresas mais fácil.

Após a pandemia, isso permite ao lojista ir em duas frentes: enquanto as lojas físicas reabrem, ele cresce no virtual. É dessa forma que ele pode recuperar o tempo perdido de maneira mais rápida e eficaz.

Varejistas: o que o marketplace oferece no varejo 4.0?

Quem compra também só tem a ganhar, ainda mais com um problema antigo ao se lidar com alimentos: a logística.

A logística causa vários problemas: queda no serviço, mais gastos compras de emergência, falta de controle nos produtos em pontos como validade e, em todos, perdas no caixa.

Como o marketplace ajuda? As compras online te dão uma camada extra de controle em pontos como cotações antecipadas, programar entregas e acompanhar vários processos a qualquer momento. Dessa forma, a gestão do fluxo de estoque fica mais precisa, com maior mobilidade e menos perdas.

Os varejistas que compram dessa forma então ganham mais eficiência, otimizam gastos e podem prever melhor o fluxo do seu estoque e da produção.

Qual a melhor hora de migrar para o varejo 4.0? Agora!

As lojas físicas já notaram o aumento da demanda, a medida que a vacinação avança e as medidas de restrição vão diminuindo. O novo normal está bem perto e a corrida para recuperar os lucros ou investimentos perdidos já começou!

Com a atual crise, apesar desse “aquecimento”, os varejistas também estão indo com receio para suas novas estratégias. Mas eles tem ao seu lado um momento perfeito: as datas comemorativas. Elas aquecem as vendas online e aumentam o seu fluxo de clientes.

Contudo, é preciso planejamento para crescer lucros. Entender em qual contexto sua loja se encontra e como os marketplaces se encaixam nela, é importante antes de qualquer decisão.

Para quem quiser vender, veja se sua loja não precisa de mais pedidos em nível nacional. Dessa forma, reforce pontos como disciplina e melhoria de processos e tente marketplaces menores primeiro. Use a experiência para melhorar suas vendas e então tente ir mais alto!

Para quem quiser comprar, reveja seus processos: nem sempre o que foi usado antes irá ajudar nessa nova fase. Tente processos com mais tecnologia, veja quem já faz assim e tente comprando insumos menores. Você irá perceber que logo vai encomendar cada vez mais pelos marketplaces.

É hora da retomada e sua maior aliada é a tecnologia!

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